Cultura

 

A historia de um guerreiro um exemplo a ser seguido


O barcelonense é que é chamado o queridinho da critica internacional, deixou nossa cidade em, 1981 aos 15 anos de idade, em busca de melhores condições de vida em são Paulo após a morte de sua mãe ele saiu de uma família de doze irmãos e a sua principal ambição era ser pintor, para tentar uma sorte que tantos irmãos nordestinos almejam.
Com a força de um guerreiro ele decide que quer ir para Londres destino ao qual nunca chegou, vendeu tudo que tinha e pegou o avião. ''Em Paris, reencontrei um casal que havia conhecido em São Paulo e eles me ofereceram um quarto no apartamento deles'', conta. Em paris encontrou uma pessoa que cuidava da venda de seus quadros, mas uma vez ele inventa e mais uma vez da certo, depois de dois anos na França resolve ir para os EUA. Estabeleceu-se na cidade de Charlotte na Carolina do norte onde trabalhou cuidando de jardins de conhecidos. Três anos depois, em 1993 resolveu tentar a sorte como artista plástico em Nova York. Um amigo, de novo, deu a mãozinha providencial. No caso, Paul Eustace, então diretor de arte da Harpers Bazaar. Foi Eustace quem convenceu o brasileiro, que sempre assinou G. Rodrigues por vergonha do nome, a assumir o Geová. Deu sorte.

Por intermédio de Eustace, o pintor conheceu fotógrafos e produtores de moda e começou fazer bico para turma Batendo perna para buscar e levar roupas a ser fotografadas, Rodrigues percebeu que o lixo da 6ª Avenida (batizada de Fashion Avenue por concentrar dezenas de confecções) era abarrotado de tecidos descartados dos ateliês de Calvin Klein, Anna Sui e Donna Karan. ''Eu tinha trocado um quadro por uma máquina de costura, mesmo sem nunca ter pregado um botão, e comecei a fazer roupas na marra'', lembra. O trabalho do autodidata encantou os amigos produtores, que o incentivaram a fazer um desfile. O début, em outubro de 1998, não poderia ter sido mais bem-sucedido: a coleção foi vendida imediatamente para a sofisticada loja Louis Boston, em Boston. ''Um luxo'', diz Rodrigues, usando sua palavra preferida.

Rodrigues ainda vasculha o lixo atrás de tecidos e roupas que possam ser transformadas, mas também freqüenta brechós e lojas de tecidos. Aclamado como o papa do ''redesign'', pelo conceito de reciclagem de suas criações, o estilista costuma ser comparado à grife Imitation of Christ. ''Só que eles começaram depois de mim e têm mídia porque são amigos da atriz Chlöe Sevigny. Aí tudo fica fácil'', alfineta. Rodrigues prefere ser comparado às costureiras barcelonenses. ''Quando trabalho penso na minha mãe, que desmanchava roupas dos filhos mais velhos e refazia para os menores'', conta o estilista, que chama a mãe, Maria Genilda Marinho, pelas iniciais, MGM. ''Ela era muito fashion'', brinca. A diferença está no preço. Enquanto os vestidos do Geová Atelier saem por US$ 1.000 (R$ 2.700), as peças das costureiras de interior dificilmente ultrapassam R$ 50.


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